Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Resolução de ano novo? Fechar o blog.
Andei por aqui bastante tempo, serviu-me de terapia, de muro das lamentações, de lugar de partilha de parvoíces e mais um rol de coisas. Já existe há uns 5 anos(creio eu) e fez sentido durante esses 5 anos. Agora, embora me custe, já não faz. Prefiro ler o que os outros escrevem a vencer a preguiça de ser eu a escriba. É a vida. Só me aborrece que eu não tenha nada disto gravado em lado nenhum, mas se calhar é assim que tem de ser.

Então so long, farewell, auf wiedersehen, goodbye. Viram, pessoas dramáticas que acabam com os blogs e que fazem um grande dramalhão à volta disso, não doeu nada. (Ora, onde é que eu deixei os meus comprimidos...)

Domingo, 23 de Outubro de 2011

Isto tem andado muito calminho por aqui. Isso significa que a vida tem andado calma? Er...sim. Não vale de nada andar para aqui com lamúrias, que ai que fico sem subsídio ou ai que a vida está tão cara, porque não valerá de muito, certo? A vida vai acontecendo com mais ou menos chatices, mais ou menos alegrias e planeio-a com a antecedência com que marco um teste: com tempo suficiente para poder dar tudo a tempo e sem provocar embolias à cachopada. Eu cá sou a favor das coisas bem feitas e feitas com calma, a não ser que me esqueça de fazer alguma coisa e aí é a desgraça total. A vida corre bem? Corre. Vem aí um «sobrinho», outro (a) está no forno também e o mailindo deles todos vai fazer 5 anos daqui a uns dias. Pelo meio assinalaremos 13 anos de namoro. Incerteza no futuro? Ansiedade? Sim, também, mas vamos lá focar-nos neste «teste» que o resto da matéria ainda está por dar.

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

Um lanche espectacular

Depois de uma manhã a passar a ferro e uma tarde de reuniões e processos e o cataninho, resolvi que também era filha de Deus e vai de ir lanchar uma coisa bombástica. Nada mais, nada menos do que uma sandes de panado e um sumol de laranja. Epá, supimpa. Tenho para mim que não bebia um sumol há décadas e o panado estava tão seco e cheio de gordura ao mesmo tempo que me senti na presença de um acontecimento gastronómico. É bem provável que venha a vomitar tudo daqui a umas 3 horinhas, uma vez que o meu estômago dá sempre de si por essa hora, que é para me obrigar a andar a correr para a casa de banho toda endrominada e a tropeçar nos gatos. Mas quero cá saber, aquilo soube-me pela vidinha.Amanhã, teremos panquecas: ementa muito menos lusitana e devastadora para o fígado, mas o ano começa na quinta-feira e o fígado tem mais é de se aguentar. Bom, vou-me deitar e esperar pelas 2 da manhã que é para ver se faleço ou se vou mesmo dar início ao ano lectivo (letivo!) de 2011/2012. Olha, cá está a guinada no fígado.

Terça-feira, 6 de Setembro de 2011

O Carlin é que a sabe (sabia) toda

Será que se as pessoas tivessem trabalhado em sítios bem mahosos/mal pagos/ a roçar a escravatura, conseguiriam dar o verdadeiro valor à profissão que exercem? Será que então se aperceberiam da enorme sorte que é ter trabalho na área que escolheram? É que eu cá estou feliz por poder trabalhar naquilo que ESCOLHI, camandro! e entendo que o desemprego deva ser bastante pior.

Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

Do what you love and then get paid for it


Mais um aninho na mesma escola. Mais um aninho sem confusões de maior. Não gosto de fazer dos professores mártires, porque entendo que quando não dá temos de ser nós a perceber que enfiámos o pé na poça (até ao pescoço) e que urge arranjar alternativas. Precárias? Sim. Que nos sugam a vida a cada instante? Sem dúvida.
Quem conhece aqui o estaminé desde os seus primórdios (por falar nisso, já nem sei quando dei início aqui ao coiso), com certeza se lembra que já fiz muita coisa para ter dinheiro para pagar despesas e para pôr comida na mesa. Prostituição? Não, mas olhem que o tratamento recebido me deixava na dúvida... Enfim, penei. Penámos! Porque isto de se dizer que se vai fazer vida em conjunto TAMBÉM passa por estar lado a lado até na linha de montagem de uma empresa de congelados. Custou um bocado (graaaande) ser a menina do café, da sapataria das tias, da fábrica de congelados, de... mas, por muito mal que isto soe, entendo que tudo me fez falta para estar hoje aqui, descansada por estar mais um ano a trabalhar naquilo que gosto mesmo, a receber o suficiente para não estar constantemente com medo de ter de pagar o seguro do carro, os acertos da luz ou com medo de adoecer e não poder trabalhar. Os recibos verdes são tramados, people.
Resumindo e concluindo, sinto-me muito feliz por estar colocada, mas estou a torcer por todos os que não estão, porque sei o que a vida custa, a de professor e as outras todas.

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

Da perspectiva

Digamos que tenho um TPM lixado, vá. Fico para lá de irritada, ao ponto de nem fazer festinhas em condições aos meus ricos gatinhos. Digo tudo, como os malucos e entro numa espécie de transe em que só me apetece estilhaçar os dentes da frente aos seres que já me lixaram, quer o tenham feito na semana passada ou no segundo trimestre de 1992. É uma coisa que me cansa, palavra. O Eskisito, coitadito, até se pôs a ver o Oz a ver se aprendia dicas e truques para lidar com os hormónios, pelo que agora quer comprar um barril de 200l de vitamina B6.
Ora, e porque raio estou eu aqui a falar nisto, armada em gaja? Por nada de importante, deixem lá isso. A não ser que considerem importante que a roda dianteira do lado direito do nosso carro estivesse prestes a soltar-se à entrada da 25 de Abril. Uma beleza. Pois de moldes que amanhã, pelas 9 da manhã, estarei na Opel do Cacém, com uma factura da mudança dos travões ocorrida há quase um mês e perguntarei ao manda-chuva da chafarica onde é que as quer levar e ensinar-lhe-ei, pela via da bofetada, que agradeço que, ao mexerem nas rodas do meu carro, apertem os pernes com a maquineta criada para o efeito, de maneira que uma pessoa não vá parar ao Tejo.
Isto tudo sob o efeito dos hormónios e tendo sido obrigada a recorrer à casa de banho da Midas de Almada. Não mudem de país não...